Sobre Liberdade e Maçãs

e repito!
“livre aquele que tem a liberdade de escolher o destino de se prender a quem ama…”
chegaremos lá soldado…
aceita mais uma chicará de café senhor?
com um sorriso amarelo direi
“vai na veia por favor…”
99 dias…
venha e venha logo
tenho saudade da maçã vermelha
tenho falta de sentir coração bater
venha e vamos lá
quero lhe mostrar que depois de toda essa chuva
o amor tem cor, cheiro e sabor…
quase a teoria do boêmio cansado (..)

Hotel À Beira-mar
Raimundo Fagner e Zeca Baleiro
Vejo a luz do Mucuripe
Belo inútil videoclipe
Blues amargo de razão
Nenhum barco me acena
E minhalma quase plena
Ri do caos da confusão
Do trânsito engarrafado
Do grito desesperado
Calado da multidão
Cai a tarde como um pano
Sonora como um piano
Sobre a minha solidão
O céu me fez astronauta
Pra que eu ache o que me falta
Nesta galáxia fria
Nem a dor nem o desejo
Ao lábio só cabe o beijo
Que é da noite sem o dia
Quisera cantar tal fado
Ébrio febril assombrado
A raiva da calmaria
Mas as palavras se foram
Como rojões que estouram
Depois do brilho a agonia
O amor é um embaraço
Música de um só compasso
Compositor coração
No meu rosto toca o vento
Nada mais só o momento
Infinito breve vão
Para que querer futuro
Se só escombros de um muro
Sobraram da construção
A estátua de Iracema
Tem o sol como cinema
E eu não tenho ilusão
O mar vai o mar vem
De quem será o mar
O mar vai o mar vem
Ninguém pode ter o mar
vou agora amigo, fazer uma caneça do sagrado café
o amo, sem mais, até, até o fim do fim juntos soldado amigo