bebendo café a distância
rasgue seus versos
deite se e comece a sonhar
o cheiro da liberdade brilha com o sol
e não á nada que minhas lagrimas possam dizer
sem sentir dor
as vezes o dia não é dia
da mesma forma que a noite deixa de ser noite
as vezes chove e as vezes faz sol
mas por mais cinza que possa parecer
o céu nunca deixa de ser azul
ele acordou de sua insonia
pegou sua saia preta e começou a pular na cama
cantando sua própria versão de stand by me
infantil como uma criança deveria ser
infantil e doce
como uma pessoa velha nunca seria
porque de tão doce tornou-se amarga
acendeu um cigarro barato
e se deixou levar
o mundo não é o bastante
e liberdade deveria ser a solução
afinal, mais de metade da humanidade
morre por esse motivo e intenção
não em busca de um porque
nem ao mesmo, um motivo
amor é amor
dor é dor
e nada muda isso
antigamente
sonhava com gatinhos doidos deitados na grama
e se sentia triste
porque gatinhos é plural
e ele estava sozinho
mais um gole de café
mais uma inevitável dor que incomoda
mais uma dose de sinceros desejos por carinho
me faça cafuné
e depois me deixe ajoelhado no milho, sei que mereço
mas apenas não prolongue as tristezas nossas
mas bobo
ele está sorrindo
porque não é mais sozinho.
…sim, eu, dono deste blog que escreve isso.
insistem em me perguntar isso. não seria obvio?
afinal, nunca coloquei autor.

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